Autor: Redação
ABRAVA leva o tema da qualidade do ar interno ao Florida Facilities Summit 2026
ABRAVA leva o tema da qualidade do ar interno ao Florida Facilities Summit 2026
Entre os dias 5 e 7 de agosto, a ABRAVA será representada pelo presidente do Conselho de Administração, Leonardo Cozac, no Florida Facilities Summit 2026, um dos principais eventos voltados à gestão de facilities e infraestrutura predial nos Estados Unidos.
Durante a programação, Leonardo Cozac participará de um painel sobre Qualidade do Ar Interno (QAI), que abordará a importância da capacitação de gestores de instalações para garantir ambientes mais saudáveis e proteger um direito fundamental: a qualidade do ar nos ambientes internos.
A participação da ABRAVA em eventos internacionais como este fortalece a presença do setor brasileiro de AVACR nas discussões globais, promovendo a troca de conhecimento, o compartilhamento de boas práticas e a disseminação de inovação para o mercado nacional.
Empresa solicita filiação à ABRAVA – Saiba qual
Pedido de Filiação – 05 de agosto
A empresa abaixo, solicita filiação à Abrava. A associada, que assim desejar, deverá encaminhar manifestação fundamentada de oposição ao pedido, no prazo de 7 dias corridos contados a partir desta data, para o e-mail [email protected].
Se você tem uma empresa no setor AVAC-R filie-a à ABRAVA e tenha acesso a uma série de benefícios.
Contato: [email protected] ou [email protected]
25/08 Convite | Reunião de Lançamento do Comitê de Aquecimento da ABRAVA
Convite | Reunião de Lançamento do Comitê de Aquecimento da ABRAVA
O Comitê de Aquecimento é um grupo de trabalho aberto, criado para reunir representantes do setor em torno de tecnologias e temas de interesse comum relacionados com aquecimento, promovendo o diálogo, a troca de conhecimento e o desenvolvimento de ações que fortaleçam o segmento de aquecimento no Brasil.
A reunião de lançamento será realizada em 25 de agosto, das 13h30 às 15h30, com participação presencial na sede da ABRAVA ou on-line, via Zoom.
Para participar, inscreva-se abaixo:
VOU PARTICIPAR DE FORMA PRESENCIAL Acesse AQUI
VOU PARTICIPAR DE FORMA REMOTA/ONLINE Acesse AQUI
ABRAVA é Hub Oficial da São Paulo Climate Week 2026 e amplia visibilidade do setor AVACR. Painel de QAI dia 06 de agosto.
ABRAVA é Hub Oficial da São Paulo Climate Week 2026 e amplia visibilidade do setor AVACR
A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) é Hub Oficial da São Paulo Climate Week 2026, um dos principais movimentos de mobilização climática da América Latina, ampliando a participação do setor AVACR na agenda da sustentabilidade e da transição para uma economia de baixo carbono.
A programação, iniciada na última segunda-feira (3), segue até sexta-feira, 7 de agosto, na sede da ABRAVA, reunindo especialistas, empresas, representantes do poder público, academia e lideranças do setor AVACR para discutir soluções sustentáveis para as cidades.
A programação foi aberta na última segunda, por Velma Gregório, diretora executiva da ÓGUI Consultoria e curadora do Hub ABRAVA. E, contou com as considerações do presidente executivo da ABRAVA, Paulo Macedo, que destacou a importância para associação ao fazer parte integrar oficialmente a programação do evento, reforçando o compromisso com a descarbonização, assumidos pela atual gestão, “a ABRAVA amplia a visibilidade do setor AVACR em uma agenda de alcance nacional e internacional, fortalecendo o diálogo entre empresas, especialistas, poder público e academia e estimulando a troca de conhecimento e o desenvolvimento de soluções para os desafios das mudanças climáticas”.

Como Hub oficial da São Paulo Climate Week 2026, a ABRAVA sedia o Hub de Cidades Resilientes, Água e Saneamento, com uma programação voltada ao eixo “Cidades resilientes, infraestrutura e água”, reunindo palestras, mesas de debate, workshops e encontros sobre fluidos refrigerantes, tratamento de águas e qualidade do ar. A participação da ABRAVA reforça seu papel como porta-voz do setor AVACR e fortalece o diálogo entre a cadeia produtiva, o poder público, a academia e a sociedade, reafirmando o compromisso da entidade com a construção de um futuro mais sustentável e resiliente.
“Ser Hub Oficial da São Paulo Climate Week 2026 representa o reconhecimento da relevância institucional da ABRAVA e consolida nossa atuação como agente de transformação, promovendo conhecimento técnico, inovação e sustentabilidade em benefício do setor e da sociedade”, destaca Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA.
Em sua palestra de abertura, Thiago destacou os 07 compromissos da ABRAVA assumido recentemente com o lançamento do vídeo manifesto de Descarbonização que evidencia os setores representados diante da Sociedade.
Ainda na programação do primeiro dia, cases das prefeituras de Cubatão, São Vicente e Itanhaém, além de uma mesa-redonda que contou com a mediação de Velma Gregório, Thiago Pietrobon, Paulo Macedo, e a participação online dos presidentes dos Departamentos Nacionais da ABRAVA, Catarina Sandoz, DN Tratamento de Águas do setor AVACR, e João Aureliano, DN Ar Condicionado.
Na 3f, 04 de agosto, o evento foi continuado com diversas palestras, entre elas, da Stone, e uma participação da ABRAVA que destacou o tema de regeneração de fluidos refrigerantes, com a participação de Pietrobon, e online, Filipe Colaço, presidente do DN de Meio Ambiente. Nesta 4f, 05 de agosto, a programação contou
A programação desta 4f contou com palestras que deram continuidade ao evento, que fazem parte da discussão que acontece em diversos pontos da cidade de São Paulo.
Na agenda de 5f, 06 de agosto, na programação do São Paulo Climate Week 2026 acontecerá o “Painel Clima e Saúde” que reunirá especialistas para discutir os impactos da qualidade do ar interior na saúde, os desafios das mudanças climáticas e o papel do setor AVACR na construção de ambientes mais saudáveis, seguros e sustentáveis. O painel contará com a participação de Arthur Aikawa – BRASINDOOR e QUALINDOOR/ABRAVA; Heitor Tremea – ASHRAE SOUTH BRASIL e ASBRAV; Kátia Fugazza – ASHRAE BRASIL CHAPTER e ABDEH, e Nelson de Souza – PNQA.
Inscrições AQUI

Já no dia 07 de agosto, acontece o último dia do evento . Ainda é possível acompanhar a programação do HUB ABRAVA AQUI. As atividades contam com transmissão online no canal youtube oficial da ABRAVA
Representatividade para o setor AVACR
A participação na São Paulo Climate Week reforça a contribuição estratégica do setor AVACR para a construção de ambientes mais saudáveis, eficientes e resilientes. Tecnologias de climatização, ventilação, refrigeração e aquecimento desempenham papel fundamental na redução do consumo de energia, na melhoria da qualidade do ar interior, na gestão eficiente de recursos e no avanço das metas de descarbonização.
Sobre a São Paulo Climate Week 2026
Realizada entre os dias 3 e 7 de agosto, a São Paulo Climate Week 2026 reúne líderes empresariais, especialistas, startups, investidores e representantes do setor público para discutir temas como inovação climática, bioeconomia, energia sustentável, construção verde, finanças climáticas e transição para uma economia de baixo carbono. Inspirado em iniciativas internacionais, o evento consolida São Paulo como um dos principais polos latino-americanos de inovação e negócios voltados ao desenvolvimento sustentável.
“A São Paulo Climate Week é uma oportunidade de promover convergências, identificar lacunas e oportunidades de colaboração, estimular diálogos qualificados e apoiar a construção de uma programação integrada, diversa e orientada à implementação. O Hub de Cidades Resilientes, Água e Saneamento da ABRAVA tem a missão de fortalecer comunidades de prática, acelerar soluções e ampliar o impacto coletivo das iniciativas apresentadas durante a semana”, afirma Velma Gregório, diretora executiva da ÓGUI Consultoria e curadora do Hub ABRAVA.
Confira a programação completa aqui AQUI
Comunicado aos Associados e Mercado AVACR – Posicionamento da ABRAVA em relação às Resoluções da ANVISA
COMUNICADO IMPORTANTE – RESOLUÇÕES ANVISA
As empresas fabricantes e importadoras de fluidos destinados à manutenção interna de sistemas de refrigeração e ar-condicionado uniram esforços para apresentar à ANVISA os esclarecimentos técnicos relacionados às Resoluções RE 2.895/2026, RE 2.896/2026, RE 2.898/2026, RE 2.901/2026 e RE 2.902/2026, , demonstrando as características, a finalidade de uso e os critérios de segurança desses produtos.
É importante destacar que esses fluidos são desenvolvidos especificamente para aplicação em circuitos selados de refrigeração e ar-condicionado, por profissionais capacitados e treinados, seguindo procedimentos técnicos adequados. Trata-se de produtos destinados à manutenção técnica desses sistemas, com características e aplicações específicas que estão sendo devidamente esclarecidas junto ao órgão regulador.
Neste momento, recomendamos que distribuidores, instaladores, empresas do setor e consumidores busquem informações diretamente com seus fabricantes ou fornecedores oficiais, para que quaisquer dúvidas sejam esclarecidas de forma técnica, transparente e responsável.
Reforçamos ainda a importância de que as informações compartilhadas sejam baseadas em fontes oficiais e em posicionamentos técnicos, evitando a propagação de conteúdos sem fundamentação ou especulações que possam gerar interpretações equivocadas.
O setor AVACR permanece comprometido com a segurança, a qualidade dos produtos, o cumprimento da legislação e o diálogo transparente com os órgãos competentes, trabalhando para que todos os esclarecimentos necessários sejam apresentados.
Atenciosamente,
Empresas Fabricantes e Importadoras de Fluidos para Manutenção de Sistemas de Refrigeração e Ar-Condicionado
Dúvidas? Envie um email para [email protected]
ABRAVA é Hub Oficial da São Paulo Climate Week 2026 e amplia visibilidade do setor AVACR. Confira a programação

ABRAVA é Hub Oficial da São Paulo Climate Week 2026 e amplia visibilidade do setor AVACR
A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) foi oficialmente selecionada como Hub da São Paulo Climate Week 2026, um dos principais movimentos de mobilização climática da América Latina, ampliando a participação do setor AVACR na agenda da sustentabilidade e da transição para uma economia de baixo carbono.
“Ser Hub Oficial da São Paulo Climate Week 2026 representa o reconhecimento da relevância institucional da ABRAVA e consolida nossa atuação como agente de transformação, promovendo conhecimento técnico, inovação e sustentabilidade em benefício do setor e da sociedade”, destaca Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA.
Como Hub oficial da São Paulo Climate Week 2026, a ABRAVA receberá o eixo de Adaptação das Cidades e contribuirá na programa com palestras e mesas de debate, focadas em fluidos refrigerantes, tratamento de águas e a qualidade do ar. A participação da ABRAVA reforça o papel da associação ao ser porta-voz do setor, e estar presente nesse diálogo entre a cadeia produtiva e a sociedade e reforçando o compromisso da entidade com a construção de um futuro mais sustentável e resiliente.
Confira a programação AQUI São Paulo Climate Week 2026 · Calendário de Eventos
Entre os dias 3 e 7 de agosto, a sede da ABRAVA receberá uma programação dedicada ao eixo “Cidades resilientes, infraestrutura e água”, reunindo especialistas, empresas, representantes do poder público, academia e lideranças do setor AVACR para painéis, workshops e encontros voltados ao desenvolvimento de soluções sustentáveis para as cidades.
A participação na São Paulo Climate Week reforça a contribuição estratégica do setor AVACR para a construção de ambientes mais saudáveis, eficientes e resilientes. Tecnologias de climatização, ventilação, refrigeração e aquecimento desempenham papel fundamental na redução do consumo de energia, na melhoria da qualidade do ar interior, na gestão eficiente de recursos e no avanço das metas de descarbonização.
Ao integrar oficialmente a programação do evento, a ABRAVA amplia a visibilidade do setor AVACR em uma agenda de alcance nacional e internacional, fortalecendo o diálogo entre empresas, especialistas, poder público e academia e estimulando a troca de conhecimento e o desenvolvimento de soluções para os desafios das mudanças climáticas.
Sobre a São Paulo Climate Week 2026
Realizada de 3 a 7 de agosto, a São Paulo Climate Week 2026 reunirá líderes empresariais, especialistas, startups, investidores e representantes do setor público para discutir temas como inovação climática, bioeconomia, energia sustentável, construção verde, finanças climáticas e transição para uma economia de baixo carbono. Inspirado em iniciativas internacionais, o evento consolida São Paulo como um dos principais polos latino-americanos de inovação e negócios voltados ao desenvolvimento sustentável.
“A São Paulo Climate Week é uma oportunidade de promover convergências, identificar lacunas e oportunidades de colaboração, estimular diálogos qualificados e apoiar a construção de uma programação integrada, diversa e orientada à implementação. O hub de Cidades Resilientes, Água e Saneamento da ABRAVA tem a missão de fortalecer comunidades de prática, acelerar soluções e ampliar o impacto coletivo das iniciativas apresentadas durante a semana”, Velma Gregório, diretora executiva da ÓGUI Consultoria, curadora do HUB ABRAVA.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO
DEE ABRAVA divulga Boletim Econômico Termômetro AVACR JULHO/26
Departamento de Economia e Estatística da ABRAVA divulga Boletim Econômico Termômetro AVACR JULHO/26
Acesse para download
Empresas associadas ABRAVA têm acesso ao boletim completo. Acesse o painel do associado!
Empresa pede filiação – Saiba qual
Pedido de Filiação – 22 de julho 2026
A empresa abaixo, solicita filiação à Abrava. A associada, que assim desejar, deverá encaminhar manifestação fundamentada de oposição ao pedido, no prazo de 7 dias corridos contados a partir desta data, para o e-mail [email protected].
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ABRAVA participa da 48ª Reunião do Grupo de Trabalho Aberto das Partes (OEWG48) e acompanha negociações do Protocolo de Montreal com impactos estratégicos para o setor de AVACR
ABRAVA participa da 48ª Reunião do Grupo de Trabalho Aberto das Partes (OEWG48) e acompanha negociações do Protocolo de Montreal com impactos estratégicos para o setor de AVACR

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) participou da 48ª Reunião do Grupo de Trabalho Aberto das Partes do Protocolo de Montreal (OEWG48), realizada entre os dias 13 e 17 de julho de 2026, em Bangkok, na Tailândia. Como observadora oficial do Protocolo de Montreal, a entidade foi representada por Thiago Pietrobon, diretor de Meio Ambiente que acompanhou as negociações que irão subsidiar as decisões da 38ª Reunião das Partes (MOP 38), principal instância deliberativa do acordo internacional.
De acordo com Thiago, a reunião resultou em avanços relevantes para diversos temas estratégicos do setor de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração (AVACR).
“A OEWG 48 consolidou importantes avanços técnicos e regulatórios que terão reflexos diretos para o setor nos próximos anos. Além de preparar o caminho para as decisões da MOP 38, a reunião reforçou temas como o financiamento da implementação do Protocolo de Montreal, o combate ao comércio ilegal, o gerenciamento do ciclo de vida dos refrigerantes e o monitoramento ambiental, que são fundamentais para a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva”, destacou Pietrobon.
Para a ABRAVA, a participação nas discussões internacionais reforça o compromisso da entidade em acompanhar a evolução das regulamentações globais e manter o setor brasileiro de AVACR atualizado sobre tendências tecnológicas, ambientais e regulatórias que impactam diretamente a indústria, o comércio e os serviços.
Entre os principais resultados da reunião está o avanço das discussões sobre a reposição do Fundo Multilateral para o período de 2027 a 2029, mecanismo financeiro responsável por apoiar os países em desenvolvimento na implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali. O Painel de Avaliação Tecnológica e Econômica (TEAP) apresentou estimativas de necessidade financeira entre US$ 1,28 bilhão e US$ 1,75 bilhão. Após apresentação, os países solicitaram atualização dos estudos com análises específicas sobre países de baixo consumo, custos de destruição de substâncias controladas, gerenciamento do ciclo de vida dos refrigerantes (Life-Cycle Refrigerant Management – LRM) e eficiência energética, subsidiando as decisões que serão tomadas na próxima MOP 38.
Outro tema de grande relevância foi o fortalecimento das medidas de combate ao comércio ilegal de substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal. As propostas discutidas avançaram no desenvolvimento de mecanismos de rastreamento, integração de bases de dados entre países, harmonização dos sistemas de classificação e exigência de informações sobre a origem das importações. Caso aprovadas na MOP 38, essas medidas poderão exigir maior integração entre órgãos brasileiros, como IBAMA, Receita Federal e Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além da adoção de sistemas interoperáveis para licenciamento e fiscalização.
Entre as decisões técnicas, a OEWG 48 aprovou uma nova tecnologia para destruição de substâncias destruidoras da camada de ozônio (ODS) e HFCs: o sistema Steam Plasma Arc, ampliando as alternativas disponíveis para o gerenciamento ambientalmente adequado desses gases.
Também foram aprovadas regras que confirmam a aplicação uniforme dos prazos de cumprimento do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, inclusive para países que aderirem posteriormente ao acordo, garantindo maior previsibilidade regulatória. Atualmente, dos 198 países signatários do Protocolo de Montreal, apenas 25 ainda não aderiram à Emenda de Kigali.
Na área de monitoramento atmosférico, foi aprovada uma janela de financiamento de US$ 9,25 milhões para três projetos-piloto e mais US$ 1,8 milhão destinados à instalação de estações de monitoramento contínuo. O Brasil figura entre os países prioritários para sediar uma dessas estações, fortalecendo sua posição técnica e científica na região.
Os debates técnicos conduzidos pelo TEAP também chamaram a atenção para temas que deverão influenciar o futuro da indústria. Entre eles está a possível extensão do uso do Halon 1301 na aviação civil por até 50 anos, diante da projeção de que os estoques disponíveis desse agente extintor poderão se tornar insuficientes a partir de 2035. Também foi reafirmada a autonomia regulatória dos países quanto aos inaladores dosimetrados para tratamento da asma (MDIs), preservando políticas públicas como as do Sistema Único de Saúde (SUS), além do crescente debate internacional sobre os PFAS, substâncias que podem afetar componentes utilizados em equipamentos de AVACR, inclusive em tecnologias baseadas em fluidos naturais. O tema merece atenção do setor, uma vez que restrições internacionais poderão impactar a cadeia de suprimentos brasileira, ainda que não existam limitações nacionais.
A reunião também discutiu a reorganização do próprio TEAP, buscando maior eficiência operacional e sustentabilidade financeira do secretariado do Protocolo de Montreal. Entre as propostas estão mudanças na estrutura dos comitês técnicos e criação de uma força-tarefa permanente dedicada à reposição do Fundo Multilateral e medidas voltadas à redução de custos operacionais.
Outro destaque foi a publicação de um novo guia internacional para movimentação transfronteiriça de resíduos, harmonizando procedimentos entre as Convenções de Basileia, Rotterdam, Estocolmo e o Protocolo de Montreal. O documento traz maior segurança jurídica para operações de importação e exportação destinadas à reciclagem, regeneração e destruição de substâncias controladas, além de contribuir para futuras iniciativas relacionadas ao mercado de créditos de carbono. A ABRAVA já entrou com pedido no IBAMA para avaliação conjunta do guia, visando definir o processo nacional adequado para tal finalidade.
E, entre os pontos polêmicos, a OEWG 48 também debateu a proposta de ampliar o escopo do Protocolo de Montreal para incluir o óxido nitroso (N₂O), atualmente a única substância destruidora da camada de ozônio ainda não controlada pelo tratado. Apesar do apoio de diversos países ao aprofundamento das discussões, não houve consenso entre as Partes e a proposta não avançou nesta reunião, mas deixa mais um sinal de alerta sobre a evolução do debate no âmbito do Protocolo de Montreal.
Sobre a OEWG
A Reunião do Grupo de Trabalho Aberto das Partes (OEWG) é o principal fórum preparatório para a Reunião das Partes (MOP) do Protocolo de Montreal e reúne anualmente representantes de governos, organismos internacionais, especialistas e organizações da sociedade civil para discutir propostas relacionadas à proteção da camada de ozônio, à implementação da Emenda de Kigali e às políticas voltadas para a redução das emissões de substâncias de alto potencial de aquecimento global.
A próxima MOP será em Kigali, Ruanda, entre 2 e 6 de novembro de 2026, marcando também a comemoração dos 10 anos da assinatura da Emenda de Kigali. A ABRAVA já tem presença confirmada e recebeu da Secretaria Executiva do Protocolo o aval para inscrição de seus representantes.
Relacionamento internacional
Paralelamente à OEWG 48, ocorreram diversos side events e encontros de networking, nos quais a ABRAVA marcou presença. Destaque para o coquetel promovido pela EPEE (European Partnership for Energy and the Environment), que reuniu representantes de toda a Europa para debater temas como F-GAS, PFAS e a descarbonização no setor AVACR. O encontro deu continuidade ao diálogo iniciado pelo presidente do Conselho, Leonardo Cozac, e pelo diretor de Relações Internacionais, Samoel Vieira de Souza, no grupo de trabalho do ICARHMA (International Council of Air-Conditioning, Refrigeration, and Heating Manufacturers Associations), realizado em Las Vegas, no início do ano.
Nas fotos – Crédito para Arcanjo Garces
3 acima da esquerda para direita
Annie Gabriel (Australia) president da OEWG48, Megumi Seki (Secretária executive da Secretaria de Ozônio do Protocolo de Montreal) e Thiago Pietrobon (ABRAVA)
Lara Haidar (NOU do Libano) e Thiago Pietrobon (ABRAVA)
Bella Maranion (EPA/EUA), Thiago Pietrobon (ABRAVA) e Suely Carvalho (Brasil)
As Co-Chair do TEAP (Technology and Economic Assessment Panel) que coordenaram o tema central desta reunião, com os estudos sobre reposição de recursos do TEAP.
3 embaixo da esquerda para direita
Thiago Pietrobon (ABRAVA), Megumi Seki (Secretária executive da Secretaria de Ozônio do Protocolo de Montreal) e Igobe Mbulawa (Botsuana) Co-presidente da OEWG 48.
César Augusto Rangel (Gerente de relações governamentais para America Latina da Solstice Advanced Materials); Rusell Patten (Diretor Geral da EPEE – European Partnership for Energy and the Environment); e Thiago Pietrobon (ABRAVA) em coquetel de network promvido pela EPEE para o qual a ABRAVA foi convidada.
Com a delegação brasileira.
CEDOC ABRAVA disponibiliza boletim trimestral nº 2/2026

CEDOC – Centro de Documentação e Informação
BOLETIM TRIMESTRAL Nº 02 ABRIL/MAIO /JUNHO – 2026
disponível para download
Congresso ABRAFAC 2026 debate o pertencimento por meio dos ambientes construídos
O Congresso ABRAFAC & Expo FM 2026, o mais relevante encontro do ecossistema de Property, Workplace e Facility Management do Brasil, acontecerá nos dias 05 e 06 de outubro, no Sheraton São Paulo WTC Hotel. O evento reunirá gestores, empresas, especialistas e formadores de opinião em uma ampla jornada de conhecimento, relacionamento e negócios.
Com o tema “FM: Cultivando o pertencimento por meio dos ambientes construídos”, a edição de 2026 promoverá reflexões sobre o papel estratégico dos ambientes na construção de experiências mais humanas, inclusivas e conectadas aos objetivos organizacionais, refletindo a evolução do Facility Management como agente estratégico na criação de espaços que vão além da funcionalidade.
Promovido pela ABRAFAC (Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management), o evento é direcionado a profissionais do setor, executivos, gestores, tomadores de decisão, especialistas e empreendedores que buscam atualização sobre as principais tendências globais e as melhores práticas do mercado.
Destaques da programação
Em um cenário marcado pela transformação das relações de trabalho e pela busca por experiências mais significativas, os ambientes corporativos assumem um papel fundamental na promoção do bem-estar, da colaboração, da inclusão e do engajamento das pessoas. Mais do que infraestrutura, os espaços tornam-se ferramentas capazes de fortalecer a conexão entre indivíduos, organizações e seus propósitos, contribuindo para a construção de uma cultura de pertencimento e valorização humana.
Com base nessa perspectiva, a programação do Congresso ABRAFAC 2026 contará com painéis conduzidos por especialistas que apresentarão tendências, inovações, cases de sucesso e transformações que estão moldando o futuro dos segmentos de Property, Workplace e Facility Management.
Planejado para acompanhar a evolução do setor, o congresso tem como propósito disseminar conhecimento e incentivar a adoção de boas práticas. Mais do que um evento, consolidou-se como uma plataforma de oportunidades para conexão, networking qualificado, troca de experiências e desenvolvimento de parcerias estratégicas.
“A programação foi cuidadosamente estruturada para proporcionar uma experiência imersiva de aprendizado, abordando temas que estão no centro das discussões do setor, além das tendências emergentes que irão impactar o futuro da área”, destaca Lívia Lourenço, Presidente da ABRAFAC.
Durante o evento, os participantes também poderão conhecer mais sobre as iniciativas da Associação, seus conteúdos e projetos estratégicos, incluindo o Prêmio ABRAFAC Melhores do Ano, a Academia ABRAFAC, braço educacional voltado à capacitação e ao desenvolvimento contínuo dos profissionais e a Certificação C.11 FM ABRAFAC chancela oficial do setor, a certificação contribui para o fortalecimento e a profissionalização do Facility Management no Brasil.
Expo FM
Complementando a programação, a Expo FM – Property, Workplace e Facility Management reunirá as principais empresas do mercado em uma vitrine completa de soluções, produtos e serviços inovadores voltados às demandas do setor.
“Nosso objetivo é proporcionar uma experiência completa, reunindo cases inspiradores, novas tecnologias e discussões capazes de transformar a atuação dos profissionais e das organizações diante das novas demandas do mercado”, reforça Lívia Lourenço.
“Mais do que uma oportunidade de aprendizado de alto nível, o Congresso ABRAFAC & Expo FM 2026 é uma ferramenta estratégica para impulsionar novas abordagens, ampliar perspectivas e encontrar soluções para os desafios do dia a dia”, acrescenta a Presidente.
Visitas Técnicas
Para complementar a experiência dos participantes, o Congresso ABRAFAC 2026 contará com o tradicional programa de Visitas Técnicas. A iniciativa oferece aos congressistas a oportunidade de conhecer de perto operações, edifícios e instalações de referência, proporcionando uma visão prática das soluções, tecnologias e inovações aplicadas em diferentes ambientes corporativos
Mais informações no www.abrafac.org.br
Super El Niño 2026: como o varejo alimentar pode se preparar por SuperHiper
Fenômeno deve atingir intensidade máxima entre outubro e dezembro. Inteligência climática e manutenção preventiva na cadeia do frio serão decisivas para proteger estoques e margens nos supermercados
O inverno nem terminou, mas o efeito de um fenômeno climático que promete ganhar mais influência no Brasil durante a primavera e o verão já acende o sinal amarelo para o varejo alimentar.
O El Niño ganhou força no último mês e tem agora 81% de chance de atingir a categoria de “muito forte” entre outubro e dezembro, segundo nova projeção divulgada na quinta-feira (9 de julho) pelo Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, vinculado à agência oceânica e atmosférica norte-americana (NOAA). Caso o cenário se confirme, o episódio pode entrar para a lista dos mais intensos já registrados desde o início das medições modernas, em 1950. O órgão também estima 97% de chance de o fenômeno persistir até o início da primavera de 2027 no hemisfério norte.
O evento climático promete afetar toda a cadeia nacional de distribuição: quem produz, quem transporta e quem vende. Na avaliação da Climatempo e de empresas da cadeia do frio, quanto antes o supermercadista se antecipar, melhor. Portanto, monitoramento contínuo, adoção sistemática de inteligência climática e ações preventivas envolvendo toda a estrutura de frio nas lojas e nos centros de distribuição (CD) já devem estar no radar do setor.
Caracterizado pelo aquecimento acima do esperado das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o El Niño altera a circulação atmosférica global e tende a modificar a distribuição das chuvas, intensificar episódios de calor e elevar o risco de ocorrência de eventos extremos em diferentes regiões do País.
O que é o Super El Niño e quais os impactos no Brasil?
“O principal diferencial do El Niño em 2026 é a intensidade projetada para o fenômeno. Os modelos climáticos mais recentes indicam um aquecimento expressivo das águas do Pacífico Equatorial, com tendência de um evento de forte intensidade, e que costumam provocar alterações climáticas mais significativas em diversas regiões do Brasil”, explica o meteorologista e executivo comercial da Climatempo, Lucas Carvalho.
De forma geral, o padrão esperado é:
- Norte e parte do Nordeste: tendência de redução das chuvas, favorecendo períodos de estiagem
- Sul: maior probabilidade de chuva acima da média, aumentando o risco de eventos hidrológicos extremos em alguns períodos
- Sudeste: comportamento mais próximo da normalidade em boa parte da região, embora ocorram variações espaciais e temporais
- Centro-Oeste: variação de impactos ao longo do desenvolvimento do fenômeno, mas as temperaturas tendem a permanecer elevadas
Segundo Carvalho, em relação à temperatura, a expectativa é de valores acima da média em praticamente todo o Brasil, com exceção da faixa mais ao sul do Rio Grande do Sul, onde esse sinal tende a ser menos pronunciado. “Temperaturas mais elevadas normalmente estimulam o consumo de produtos voltados ao conforto térmico, como ventiladores, aparelhos de ar-condicionado e refrigeradores, além de influenciar o consumo de diversas categorias de alimentos e bebidas.”
Outro ponto importante é a logística. A tendência de estiagem na Região Norte pode reduzir os níveis dos rios utilizados para transporte de cargas, dificultando o escoamento de mercadorias e impactando prazos e custos logísticos.
Além disso, o El Niño pode afetar importantes safras brasileiras. “Alterações na produção podem refletir na disponibilidade e nos preços de alimentos, especialmente dos produtos perecíveis, exigindo maior planejamento por parte do varejo”, alerta o meteorologista e executivo comercial da Climatempo.
Portanto, na avaliação dele, o primeiro passo que o varejo alimentar deve adotar é compreender como o fenômeno pode impactar especificamente a operação da empresa, uma vez que os efeitos variam conforme localização, cadeia logística e tipo de negócio. “A preparação começa pela identificação dos riscos climáticos mais relevantes para cada operação. Empresas localizadas em áreas sujeitas a chuvas intensas, alagamentos ou interrupções no fornecimento de energia precisam de um planejamento preventivo baseado em informações meteorológicas confiáveis”, destaca.
Ainda de acordo com Carvalho, a Climatempo atua justamente nessa tradução do risco climático para a realidade operacional de cada cliente, por meio de reuniões executivas, mentorias com especialistas em meteorologia e climatologia e da plataforma SMAC, que monitora condições meteorológicas e envia alertas para apoiar a tomada de decisão. “Antecipar riscos permite planejar estoques, ajustar operações logísticas, proteger ativos e reduzir impactos decorrentes de eventos meteorológicos extremos.”
Cadeia do frio no varejo: a importância da manutenção preventiva
Segundo as empresas da cadeia do frio, a antecipação por parte do varejo alimentar é fundamental. “Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção. Com o El Niño já instalado e tendendo a se intensificar ao longo de 2026, o varejo alimentar entra num período de mais pressão sobre refrigeração, climatização e consumo de energia, justamente as estruturas das quais a operação mais depende. Por isso o recado é simples: a hora de se preparar não é quando o termômetro sobe, é antes”, afirma o CEO da Vulp Air, Mateus Orsini.
O executivo adverte que antecipar a manutenção dos equipamentos mais críticos antes do pico, em vez de esperar a próxima parada, é fundamental para evitar falhas e gastos. É muito importante que a manutenção deixe de ser reativa, ou seja, feita somente depois que o equipamento para. “É a pior hora para descobrir um problema. É importante definir rotinas de acompanhamento e gatilhos que avisem antes da falha. E, por fim, tratar temperatura de loja e de CD como indicador acompanhado, não como reclamação pontual.”
Orsini acrescenta que é essencial tratar a climatização como parte da operação que precisa de manutenção planejada e acompanhamento, do mesmo jeito que se cuida do estoque ou da frota.
A diretora comercial de Refrigeração da Elgin, Priscila Baioco, concorda. Para ela, a cadeia do frio é uma parte estratégica da operação, não apenas uma linha de custo. “Os produtos frescos e refrigerados são os que mais sofrem com perdas. Segundo a 25ª Pesquisa de Eficiência Operacional da ABRAS, o índice de ineficiência chega a 4,73% em frutas, legumes e verduras e a 2,74% no açougue, categorias muito sensíveis à variação de temperatura. Em um ano de El Niño, com ondas de calor mais frequentes, essa vulnerabilidade se acentua.”
Por isso, o que o varejista deveria colocar no radar agora, antes do pico de calor previsto para a primavera e o verão, é a revisão preventiva de toda a estrutura de frio: antecipar manutenção, checar a vedação de câmaras e expositores e garantir que os sistemas estejam dimensionados para operar em temperatura ambiente mais alta. “Em uma onda de calor, uma falha de refrigeração deixa de ser um problema de manutenção e vira um problema de abastecimento e de segurança alimentar”, ressalta a executiva da Elgin.
Plano de ação: como preparar supermercados para o calor extremo
Confira a seguir dicas das empresas da cadeia do frio sobre como se preparar e principais pontos de atenção:
- Lojas físicas
O calor interfere diretamente na experiência de quem compra. Ambiente desconfortável significa menos tempo dentro da loja e mais pressão sobre os equipamentos que conservam alimentos e bebidas.
Antes dos meses mais críticos, vale revisar a condição dos sistemas, conferir se a capacidade instalada ainda dá conta do movimento atual da loja e olhar de perto o desempenho dos equipamentos mais exigidos. O ponto de atenção começa na unidade condensadora, responsável por dissipar o calor. Se ela está exposta ao sol, mal ventilada ou com o condensador sujo, o rendimento cai justamente quando a demanda é maior — mantê-la limpa, ventilada e protegida do calor direto já preserva eficiência.
- Expositores
Trocar balcões abertos por modelos com portas de vidro reduz de forma expressiva a carga térmica e o consumo, porque o frio deixa de escapar para o corredor.
Também é essencial não negligenciar a manutenção preventiva: sistemas mal ajustados ou obsoletos chegam a elevar o consumo de energia em até 20%, segundo o Procel, e o esforço excessivo aumenta o risco de falhas críticas, como a queima do compressor, que é o coração do sistema. Uma falha como essa implica custo de reposição, paralisação da operação e perda de produtos.
- Centros de distribuição
O desafio costuma ser maior. Muitos CDs brasileiros ainda operam sem climatização adequada ou com controle térmico limitado. No calor extremo, isso pesa nas condições de trabalho das equipes, acelera o desgaste dos equipamentos, eleva a conta de energia e, em algumas operações, pode afetar a qualidade do que está armazenado.
A lógica é a mesma em escala maior: isolamento térmico das câmaras, vedação de portas e monitoramento remoto da temperatura, que permite identificar uma variação antes que ela comprometa a carga. Num CD, uma oscilação não detectada a tempo pode significar a perda de um lote inteiro.
Eficiência energética no varejo: como reduzir a conta de luz no verão
A refrigeração costuma ser o maior item da conta de energia de um supermercado. Em lojas de médio porte, os equipamentos de refrigeração podem representar até 50% da conta, e, somando o ar-condicionado, esse peso chega a 60%, segundo o Procel e a Abrava. Esse custo aumenta nos períodos de calor, porque os equipamentos ficam mais tempo ligados para dar conta da carga térmica extra.
A boa notícia é que grande parte desse consumo é gerenciável. Só a substituição de refrigeradores comerciais antigos por modelos mais eficientes pode reduzir em mais de 40% o consumo da operação, de acordo com o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). “Tecnologias como compressores com inverter, motores eletrônicos mais eficientes, iluminação em LED nos expositores e o uso de portas nos balcões ajudam a segurar a conta, e o monitoramento contínuo identifica desperdícios que passam despercebidos. Em um cenário de El Niño, com mais demanda por energia e pressão sobre o sistema elétrico, investir em eficiência é também uma forma de reduzir a exposição da operação a oscilações e a aumentos de tarifa”, detalha Priscila.
O CEO da Vulp ressalta que, num cenário de calor mais intenso e tarifas pressionadas, eficiência energética deixa de ser só corte de custo e vira questão de competitividade. “Em muitas operações ainda dá para ganhar eficiência só com monitoramento, automação e ajuste de funcionamento dos equipamentos. O nosso modelo é alinhado a isso: como cuidamos da infraestrutura ao longo de todo o contrato, temos interesse direto em manter tudo rodando da forma mais eficiente possível. Quanto menor o desperdício, melhor para o cliente.”
Setor AVACR avança na agenda climática com o vídeo manifesto de Descarbonização da ABRAVA
Setores da refrigeração e climatização avançam na agenda climática com o Vídeo Manifesto de Descarbonização da ABRAVA
A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) apresenta ao mercado e à sociedade o Vídeo Manifesto pela Descarbonização, iniciativa que consolida o compromisso do setor brasileiro de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração (AVACR) com a agenda climática e o desenvolvimento sustentável.
Mais do que uma manifestação, a ABRAVA, ao lançar o vídeo manifesto “descarbonização” dá voz a um movimento coletivo que reúne empresas, entidades, profissionais e especialistas em torno de compromissos assumidos pelo setor AVACR brasileiro com a sociedade, voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa, ao aumento da eficiência energética e à promoção de tecnologias cada vez mais sustentáveis.
Desenvolvido pela Diretoria de Meio Ambiente e pelo Departamento Nacional de Meio Ambiente da ABRAVA, junto a Diretoria de marketing, a partir de compromissos internacionais já existentes, o vídeo tem a missão de evidenciar que a descarbonização depende da atuação integrada entre indústria, poder público, universidades, entidades técnicas e consumidores. Cada elo da cadeia tem papel fundamental na transformação que o país precisa promover. A iniciativa, que teve seu ponto inicial com a entrega de uma carta compromisso à presidência da COP 30, reforça um dos três pilares da atual gestão da associação, considerando ainda, os temas Qualidade do Ar Interno e Segurança Alimentar.
Para Thiago Pietrobon, Diretor de Meio Ambiente da Associação “A ABRAVA tem mantido o foco em fazer parte da solução para o setor e sociedade em diversas temáticas ligadas aos temas representados pela associação. Este manifesto representa o compromisso público com a sociedade e demonstra que mitigação e adaptação, desenvolvimento, conforto, segurança alimentar, saúde e sustentabilidade caminham juntos. Esta iniciativa faz parte de uma agenda permanente de disseminação de informações da associação em favor de ações que contribuam para um futuro mais sustentável para o Brasil. Deixamos o convite para que toda a cadeia produtiva e a sociedade participe dessa transformação.”
A iniciativa reforça a essencialidade do setor AVACR, que está presente em praticamente todos os aspectos do dia a dia de uma sociedade, estando presente em diversas ações como a conservação dos alimentos, a climatização de hospitais, escolas e ambientes de trabalho, a preservação de medicamentos e vacinas, a operação de processos industriais, e os datacenters. Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, sua atuação torna-se ainda mais estratégica para garantir qualidade de vida, segurança, produtividade e desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, que o setor tem também um papel decisivo no desenvolvimento de soluções para o enfrentamento da crise climática. A evolução tecnológica, o uso racional da energia, a transição para fluidos refrigerantes de menor impacto ambiental e a correta gestão dos equipamentos ao longo de todo o seu ciclo de vida fazem parte dessa agenda de compromissos.
Os sete compromissos do setor AVACR brasileiro
Por meio do Vídeo Manifesto, a ABRAVA apresenta os compromissos que darão o caminho para as ações da entidade e de toda a cadeia produtiva nos próximos anos:
- Apoiar a implementação de um Plano Nacional de Resfriamento, integrando eficiência energética, qualidade do ar interior, substituição de fluidos refrigerantes, qualificação profissional e ampliação do acesso às tecnologias sustentáveis;
- Fortalecer os padrões nacionais de desempenho energético das edificações, promovendo construções mais eficientes e a modernização do parque instalado, com redução do consumo de energia e das emissões;
- Reduzir em 68% as emissões do setor até 2050, acelerando a adoção de tecnologias de baixo potencial de aquecimento global, a logística reversa, a economia circular e a transição energética;
- Incentivar a adoção de equipamentos até 50% mais eficientes até 2030, estimulando a inovação, a atualização dos padrões de desempenho e a valorização da instalação e manutenção realizadas por profissionais qualificados;
- Promover Compras Públicas Sustentáveis, incentivando critérios ambientais e de eficiência energética nas aquisições realizadas pelo poder público;
- Fortalecer a pesquisa, a inovação e a cooperação técnica, aproximando indústria, universidades, centros de pesquisa e instituições nacionais e internacionais para acelerar o desenvolvimento de novas soluções; e,
- Ampliar a gestão responsável dos fluidos refrigerantes, garantindo o recolhimento, a regeneração, a reciclagem e a destinação ambientalmente adequada durante todo o ciclo de vida dos equipamentos.
Mais do que indicadores para o próprio setor, a ABRAVA destaca que esses compromissos representam uma contribuição concreta para que o Brasil avance na construção de ambientes mais saudáveis, sistemas produtivos mais eficientes e uma economia de baixo carbono.
Como observadora oficial do Protocolo de Montreal e participante ativa das iniciativas relacionadas à implementação da Emenda de Kigali e da agenda climática, a ABRAVA tem atuado com foco em incentivar políticas públicas, disseminar conhecimento técnico e estimular soluções que conciliem inovação, eficiência energética e responsabilidade ambiental. Todas as iniciativas da associação podem ser acompanhadas no site www.abrava.com.br.
O vídeo manifesto pode ser conferido no canal oficial do youtube da ABRAVA Manifesto ABRAVA | O Setor AVACR e a Descarbonização



