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Purificadores de ar

limpeza de dutos de ar

Monóxido de Carbono

Limpeza após inundações e infiltrações

Saúde, eficiência energética e mudança climática
Umidade
Mofo
Radônio
Legionella

Purificadores

Existem muitos tipos e tamanhos de purificadores de ar no mercado, que vão desde modelos de mesa até sistemas para casas ou escritórios inteiros. Hoje, as tecnologias para tratar o ar interno podem ser através de filtragem (tecnologias passivas) ou foto-catálise (tratamento ativo). A diferença entre elas está no volume do ar a ser tratado. Enquanto nas tecnologias passivas de filtragem todo o ar deve passar por um aparelho e terem seus contaminantes barrados por um filtro, as ativas lançam oxidantes naturais no ar que quebram os gases tóxicos e inativam os microrganismos causadores de alergias e outras doenças respiratórias.

Alguns purificadores de ar podem conter ionização e por isso serem altamente eficazes na remoção de partículas, enquanto outros, incluindo a maioria dos modelos de mesa, são muito menos efetivos.

Os purificadores de ar com filtros, geralmente, não são projetados para remover poluentes gasosos. A eficácia de um filtro de ar depende de quão bem o purificador coleta poluentes do ar no ambiente interno (expresso como uma taxa de eficiência percentual) e quanto ar passa através do elemento de limpeza ou filtrante (expresso em metros cúbicos por minuto).

Os purificadores com tecnologias ativas e ionização  tendem a ter maior eficiência na  quebra de gases tóxicos e eliminação de microrganismos como fungos causadores do mofo, vírus e bactérias.

A eliminação de odores também é mais eficiente com tecnologias ativas. A remoção de odores com filtros apenas é possível com filtros de carvão ativado, que encarecem os aparelhos e tem eficiência limitada.

O importante é sempre verificar testes de eficiência e, principalmente, de segurança dos equipamentos.  Testes realizados pelo Inmetro, IPT ou outros laboratórios reconhecidos, podem ser um importante diferencial.

 

Limpeza de dutos de ar

O conhecimento sobre a limpeza do duto de ar está  em evolução, portanto, uma recomendação geral não pode ser oferecida a respeito da conveniência de limpar ou não os  dutos de ar.

A limpeza de dutos nunca demonstrou prevenir problemas de saúde. Nem os estudos demonstram conclusivamente que os níveis de partículas (por exemplo, poeira) nos ambientes aumentam devido a dutos de ar sujos. Isso ocorre porque grande parte da sujeira nos dutos de ar adere às superfícies do duto e não entra necessariamente no espaço de convivência. É importante ter em mente que os dutos de ar sujos são apenas uma das muitas fontes possíveis de partículas que estão presentes em casas. Os poluentes que entram na casa, tanto do exterior como das atividades internas, como cozinhar, limpar, fumar ou simplesmente se movimentar, podem causar maior exposição a contaminantes do que dutos de ar sujos. Além disso, não há evidências de que uma pequena quantidade de poeira ou outro material particulado em dutos de ar represente qualquer risco para sua saúde.

Você deve optar pela limpeza dos dutos de ar de sua casa se:

Existir um crescimento substancial do mofo visível dentro dos dutos de superfície rígida (por exemplo, chapa metálica) ou em outros componentes do sistema de aquecimento e arrefecimento. Existem vários pontos importantes a serem compreendidos quanto à detecção de mofo em sistemas de aquecimento e refrigeração:
Muitas seções do sistema de aquecimento e resfriamento podem não estar acessíveis para uma inspeção visual, então peça à equipe de manutenção para mostrar-lhe onde está o mofo observado.
Você deve estar ciente de que, embora uma substância pareça mofo, a confirmação só pode ser feita somente por um especialista e pode exigir análise laboratorial para confirmação final. A um custo acessível, alguns laboratórios de microbiologia podem dizer se uma amostra enviada para eles é mofo ou simplesmente uma substância que se assemelha a isso.
Se você tem os dutos de ar com isolamento térmico e esse material fica molhado ou danificado, ele não pode ser efetivamente limpo e deve ser removido e substituído.
Se as condições que inicialmente causam o crescimento do mofo não são corrigidas, o crescimento do mofo se repetirá.
Os dutos estão infestados com insetos ou roedores, por exemplo.
Os dutos estão entupidos com quantidades excessivas de poeira e detritos e / ou as partículas são realmente liberadas para os ambiente através de grelhas ou difusores.

Se alguma das condições identificadas acima ocorrer, geralmente sugere uma ou mais causas. Antes de qualquer limpeza, adaptação ou substituição de seus dutos, a causa ou as causas devem ser corrigidas ou o problema provavelmente se repetirá.

Sugerimos a consulta da NBR 15.848 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, onde estão descritos os procedimentos detalhados para avaliação da necessidade de limpeza e higienização de dutos de ar condicionado.
Algumas pesquisas sugerem que a limpeza dos componentes do sistema de aquecimento e refrigeração (por exemplo, serpentinas de resfriamento, ventiladores e trocadores de calor) pode melhorar a eficiência do seu sistema, resultando em uma vida útil mais longa, bem como economia nos custos de energia e manutenção. No entanto, poucas evidências existem de que limpar apenas os dutos irá melhorar a eficiência do sistema.

Você pode considerar ter seus dutos de ar limpos simplesmente como um padrão de higiene e porque parece lógico que os dutos de ar ficam sujos ao longo do tempo e, ocasionalmente, devem ser limpos. Desde que a limpeza seja feita corretamente, nenhuma evidência sugere que tal limpeza seria prejudicial. Não existe recomendação para que os dutos de ar sejam limpos rotineiramente, mas apenas conforme necessário. No entanto, recomenda-se que, se você tiver uma caldeira, fogão ou lareira, eles devem ser inspecionados para avaliar se estão em bom funcionamento antes de cada estação,  para se proteger contra intoxicação por monóxido de carbono.

Se você optar pela limpeza dos dutos de ar, tome as mesmas precauções de consumidor que você faria na avaliação da competência e da confiabilidade do provedor de serviços.

Os prestadores de serviços de limpeza de duto de ar podem dizer-lhe que precisam aplicar biocida químico no interior de seus dutos como meio de matar bactérias (germes) e fungos (mofo) e prevenir o crescimento biológico futuro. Eles também podem propor a aplicação de um “selante” para evitar que poeira e partículas de sujeira sejam liberadas no ar ou para selar vazamentos de ar. Você deve entender completamente os prós e os contras de permitir a aplicação de biocidas ou selantes químicos. Embora o uso direcionado de biocidas e selantes químicos possa ser apropriado em circunstâncias específicas, a pesquisa não demonstrou sua eficácia na limpeza de duto ou seus potenciais efeitos adversos para a saúde. Nenhum biocida químico está atualmente registrado pela ANVISA – Agencia Nacional de vigilância Sanitária, para uso em sistemas de duto de ar com isolamento interno.

Sugerimos a consulta da NBR 14.679 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, onde descreve os procedimentos básicos para limpeza e higienização de sistemas de ar condicionado.

Monóxido de Carbono

O monóxido de carbono é um gás inodoro, incolor, levemente inflamável e tóxico. Por não ser possível ver, sentir ou cheirar, o CO, dependendo das concentrações, levar à óbito ocupantes de um determinado ambiente contaminado sem ser percebido.  Os efeitos da exposição ao CO podem variar muito de pessoa para pessoa, dependendo da idade, da saúde geral e da concentração e duração da exposição. A existência de uma intoxicação crônica de monóxido de carbono resultante de uma exposição prolongada a baixas concentrações pode ocasionar efeitos tóxicos cumulativos, como insônia, cefaleia, fadiga, diminuição da capacidade física, de aprendizado e trabalho, tonturas, vertigens, náuseas, vômitos, distúrbios visuais, alterações auditivas, doenças respiratórias, anorexia, mal de Parkinson, isquemia cardíaca, cardiopatias e aterosclerose. Nos idosos, causa um aumento na mortalidade por infarto agudo.

 

Fontes de Monóxido de Carbono

monóxido de carbono pode ser liberado no ambiente através de atividades vulcânicas, emissão de gás natural, descargas elétricas, que são consideradas as fontes naturais. Já as fontes de emissão antrópicas (causas humanas), que representam cerca de 60% do CO presente na troposfera, são oriundas de combustão incompleta, ou seja,  a queima de combustíveis fósseis (provenientes da decomposição de seres vivos)  em condições de pouco oxigênio.

Fontes naturais de emissão:

  • Atividades vulcânicas.
  • Emissão de gás natural.
  • Descargas elétricas

Fontes antrópicas de emissão:

  • Aquecedores não ventilados a querosene ou à gás.
  • Chaminés e fornos com vazamento.
  • Retorno de gases de fornos, aquecedores de água a gás, fogões a lenha e lareiras.
  • Fogões a gás.
  • Fumo do tabaco.
  • Geradores e outros equipamentos a gasolina.
  • Escapamento de automóvel, caminhão ou ônibus de garagens fechadas e sem ventilação adequada.
  • Casas, empreendimentos próximos à estradas ou áreas de estacionamento.
  • Oxidação incompleta durante a combustão em fogões e fornos a gás e aquecedores a gás ou querosene sem ventilação.
  • Dispositivos de combustão usados ​​ou mal ajustados e sem manutenção adequada (por exemplo, caldeiras, fornos).
  • Se a chaminé for incorretamente dimensionada, bloqueada ou desconectada.
  • Se o combustível estiver vazando.

Efeitos da saúde associados ao monóxido de carbono

Em baixas concentrações:

  • fadiga em pessoas saudáveis
  • Dor torácica em pessoas com doença cardíaca

Em concentrações moderadas:

  • angina
  • visão prejudicada
  • função cerebral reduzida

Em concentrações mais elevadas:

  • visão prejudicada e coordenação
  • dores de cabeça
  • tontura
  • confusão
  • náusea
  • sintomas semelhantes a gripe que desaparecem depois de sair de casa
  • fatal em concentrações muito altas

Os efeitos agudos são devidos à formação de carboxihemoglobina no sangue, que inibe a absorção de oxigênio.

 

Níveis em residências
 
Os níveis médios em lares sem fogão a gás variam de 0,5 a 5 partes por milhão (ppm). Os níveis perto de fogões de gás adequadamente ajustados são geralmente de 5 a 15 ppm e aqueles perto de fogões mal ajustados podem ser de 30 ppm ou mais.

 

Passos para reduzir a exposição ao monóxido de carbono
 
É muito importante ter certeza de que o equipamento de combustão esteja adequadamente ajustado e mantido. O uso de veículos em locais adjacentes a edifícios deve ser cuidadosamente gerenciado. A ventilação adicional pode ser usada como medida temporária quando se esperam altos níveis de CO por curtos períodos de tempo.

 

  • Mantenha os aparelhos a gás adequadamente ajustados.
  • Considere comprar um aquecedor de ambiente ventilado.
  • Use combustível apropriado em aquecedores a querosene.
  • Instale e use um exaustor que promova a ventilação para o ar livre, acima de fogões a gás.
  • Abra os registros de exaustão quando as lareiras estiverem em uso.
  • Contrate um profissional treinado para inspecionar, limpar e ajustar o sistema de aquecimento central (fornos, chaminés e dutos) anualmente. Repare quaisquer vazamentos prontamente.
  • Não deixe o carro parado ligado dentro da garagem.

 

Atualmente existem detectores de monóxido de carbono que podem ser instalados em locais para auxiliar na identificação de vazamentos, uma vez que é um gás de difícil detecção pelos sentidos humanos.

Limpeza após inundações e infiltrações 
A Qualidade do Ar é prejudicada após inu­ndações e infiltraçõ­es.

​Durante uma limpeza após inundações, a qualidade do ar no in­terior de sua casa ou escritório pode pa­recer ser o menor de seus problemas. No entanto, a falha na remoção de materiais contaminados e úmid­os pode apresentar sérios riscos à saúde, a longo prazo. A água parada e os mate­riais úmidos são um terreno fértil para microrganismos, como vírus, bactérias e mofo. Eles podem cau­sar doenças, desenca­dear reações alérgic­as e continuar a dan­ificar os materiais muito tempo após a inundação.

Tecnologias como a do ozônio ou foto-catálise podem ser empregadas em ambientes após inundações ou após remediações estruturais no caso de infiltrações para combater os micro-organismos residuais nos ambientes. O ozônio é um gás natural altamente oxidante e inativa micro-organismos de modo rápido e seguro, mas deve ser utilizado em ambientes desocupados.

 

Atenção:

– Evite manter materiais estocados;
– Utilize equipamento de proteção individual (luva, bota) para efetuar a limpeza;
– Se persistirem manchas e bolores após a limpeza, chame um especialista.

​Para obter informaçõ­es básicas sobre como limpar após uma in­undação e como evitar problemas de ar in­terior, visite o site do EPA e veja o li­vreto (em inglês): “Flood Cleanup and the Air In Your Home: Booklet” – https://www.epa.gov/­mold/flood-cleanup-a­nd-air-your-home-boo­klet

 

Saúde, eficiencia energética e mudança climática

Mudanças Climáticas e Ambientes Internos
 
As mudanças climáticas podem piorar os problemas existentes e a qualidade do ar em ambientes internos, e também podem introduzir novos problemas à medida que a freqüência ou a gravidade das condições externas adversas mudam. Nossas casas e edifícios, onde passamos a maior parte do tempo, nos protegem do ambiente externo. O projeto, construção, operação e manutenção de edifícios podem afetar o ar que respiramos, nosso consumo de energia e nossa saúde. Para proteger todos os ocupantes do prédio e manter ambientes internos seguros e saudáveis, as considerações para edifícios devem incluir saúde e bem-estar dos ocupantes, sustentabilidade, eficiência energética e mudanças nas condições externas.

 
Eficiência Energética e QAI

Os edifícios com aquecimento e arrefecimento usam muita energia. Produzir essa energia pode exigir a queima de combustíveis fósseis, o que contribui para a poluição do ar e gera grandes quantidades de gases de efeito estufa que contribuem para a mudança climática.

Melhorar a eficiência energética dos edifícios geralmente envolve melhorar a vedação e outras técnicas para reduzir a fuga de ar recém aquecido ou refrigerado. No entanto, à medida que os edifícios são renovados ou os reparos são feitos para economizar energia ou aumentar o conforto, os problemas de qualidade do ar interno podem ser criados ou exacerbados. Os poluentes como o radônio, o mofo, as partículas e os produtos químicos de uma variedade de fontes podem aumentar os níveis não saudáveis nos ambientes internos, a menos que as fontes de poluentes, a ventilação e a umidade sejam cuidadosamente gerenciadas. Os poluentes, como o fumo do tabaco, podem migrar facilmente de uma unidade para outra em edifícios de várias unidades, e o chumbo e o amianto, que podem ser desprendidos durante reformas ou renovações, continuam a representar sérios riscos para a saúde em edifícios antigos.

Proteger a qualidade do ar em ambiente interno e a saúde dos ocupantes enquanto economiza energia e dinheiro durante a construção e reformas não é muito difícil de fazer, mas requer trabalho em equipe, planejamento e compromisso de todos os envolvidos na construção. Mais importante ainda, se o fizermos corretamente, protegeremos a saúde pública, reduziremos consumo de energia e os impactos das mudanças climáticas ao mesmo tempo.

 

Material Particulado em ambientes Internos

O material particulado (MP) atmosférico é uma mistura complexa de partículas sólidas e / ou líquidas suspensas no ar. Essas partículas podem variar em tamanho, forma e composição. Para a qualidade do ar, a maior preocupação é com partículas de 10 micrómetros de diâmetro ou menores porque estas partículas são inaláveis. Uma vez inaladas, as partículas, dependendo das concentrações, podem afetar o coração e os pulmões e, em alguns casos, causar sérios efeitos à saúde. Os efeitos à saúde humana causados pelo material particulado em ambientes externos estão bem estabelecidos e são usados ​​para estabelecer os padrões de qualidade do ar ambiente. O MP também é encontrado em ambientes internos, em concentrações que podem exceder os níveis de MP do ambiente externo. No entanto, há poucos estudos sobre os impactos à saúde específicos do material particulado de ambientes internos
 
 
Efeitos de partículas inaláveis à saúde

A exposição a partículas inaláveis, dependendo da duração e do nível de concentração, ​​pode afetar os pulmões e o coração. Muitos estudos ligam diretamente o tamanho das partículas ao seu potencial para causar problemas de saúde. Pequenas partículas (menos de 10 micrómetros de diâmetro) podem penetrar profundamente nos pulmões, e algumas podem até entrar na corrente sanguínea. Pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares, como doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca congestiva e asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica, crianças e adultos mais velhos podem estar em maior risco por exposição ao MP. Estudos científicos ligaram a exposição a MP a diversos impactos na saúde, incluindo:

Irritação nos olhos, nariz e garganta;
Agravamento de sintomas de doenças coronárias e respiratórias; e
Morte prematura em pessoas com doença cardíaca ou pulmonar.

 

Fontes internas de Material Particulado

O MP encontrado dentro de casa incluirá partículas de origem externa que migram para dentro e partículas originárias de fontes internas. O MP do interior pode ser gerado por atividades culinárias e combustão (incluindo queima de velas, uso de lareiras, uso de aquecedores de espaço sem ventilação ou aquecedores a querosene, cigarro) e algumas atividades de lazer. MP de interior também pode ser de origem biológica.

 

Níveis de MP em ambientes internos
Os níveis de MP em ambientes internos dependem de vários fatores, incluindo concentrações ao ar livre, infiltração, tipos de sistemas de ventilação e de filtração utilizados, fontes internas e atividades pessoais dos ocupantes. Em casas sem fumantes ou outras fontes significativas de partículas, espera-se que o MP interno seja igual ou inferior aos níveis ao ar livre.

 

Passos para reduzir a exposição ao MP em ambientes internos 
Ventilar para o ambiente externo todos os aparelhos de combustão (incluindo fogões, aquecedores e fornos)
Instale e use ventiladores de exaustão para o ambiente externo ao cozinhar
Evite o uso de fogões, lareiras ou aquecedores sem ventilação em ambientes internos. Se você deve usar esses aparelhos, siga as instruções do fabricante, especialmente relacionadas à ventilação.
Use madeira adequada em fogões e lareiras.
Contrate um profissional treinado para inspecionar, limpar e ajustar o sistema de aquecimento central (caldeira, forno e chaminé) anualmente. Reparar corretamente os vazamentos.
Mude os filtros nos sistemas de aquecimento central e refrigeração e filtros de ar de acordo com as instruções do fabricante.

 

Umidade

Recomendamos o uso do Guia “Moisture Control Guidance for Building Design, Construction and Maintenance”

https://www.epa.gov/indoor-air-quality-iaq/moisture-control-guidance-building-design-construction-and-maintenance-0

Este documento fornece aos profissionais de construção uma orientação prática para controlar a umidade nos edifícios durante o projeto, construção e manutenção. A orientação inclui o controle de umidade relacionada à drenagem do local, fundações, paredes, montagens de telhado e teto, sistemas de encanamento e sistemas de AVAC, bem como métodos para verificar a implementação apropriada das recomendações de controle de umidade discutidas.

 

Mofo

O mofo faz parte do ambiente natural, e pode ser encontrado em todo lugar, dentro e fora de edificações. O mofo geralmente não é um problema, a menos que comece a crescer em ambientes fechados. A melhor maneira de controlar o crescimento do mofo é controlar a umidade. Essa página fornece orientação sobre mofo e umidade para casas, escolas, edifícios residenciais e comerciais. Os mofos podem ter um grande impacto na qualidade do ar interior.

 

Dez coisas que você deve saber sobre o mofo

  1. Os efeitos potenciais para a saúde e os sintomas associados à exposição ao mofo incluem reações alérgicas, asma e outras queixas respiratórias.
  2. Não existe uma maneira prática de eliminar todos os esporos de mofo e mofo no ambiente interno; A melhor maneira de controlar o crescimento do mofo é controlar a umidade.
  3. Se o mofo é um problema em sua casa ou escola, você deve limpar o mofo e eliminar fontes de umidade.
  4. Corrigir o vazamento de água para evitar o crescimento do mofo.
  5. Reduzir a umidade interior (para 30-60%) para diminuir o crescimento do mofo por:
    Ventilação de banheiros, secadoras de roupa e outras fontes de umidade
    Uso de aparelhos de ar condicionado e desumidificadores
    Aumento da ventilação no interior do ambiente
    Usando exaustores sempre que cozinhar, lavar louça e limpar o local.
  6. Limpe e seque materiais e superfícies úmidas dentro de 24 a 48 horas para evitar o crescimento do mofo.
  7. Limpe o mofo das superfícies rígidas não porosoas com água e detergente e seque completamente. Materiais absorventes ou porosos que estejam mofados, como gesso acartonado, telhas, madeiras não tratadas, podem precisar ser substituídos.
  8. Evitar a condensação: Reduzir o potencial de condensação em superfícies frias (por exemplo, janelas, tubulação, paredes exteriores, telhados ou pisos), adicionando isolamento térmico.
  9. Em áreas onde há um problema de umidade constante não instale carpetes (por exemplo, bebedouros, pias ou em pisos de concreto com vazamentos ou condensação frequente).
  10. O mofo pode ser encontrado em qualquer lugar; pode crescer em praticamente qualquer substância, desde que a umidade esteja presente. Existem mofos que podem crescer em madeira, papel, tapete e alimentos.

 

Mofo e Saúde

Limpeza básica do mofo
  • A chave para o controle do mofo é o controle de umidade.
  • É importante secar as áreas danificadas e os itens dentro de 24 a 48 horas para evitar o crescimento do mofo.
  • Se o mofo é um problema em sua casa, limpe-o e remova o excesso de água ou umidade.
  • Consertar encanamentos com vazamento ou outras fontes de água.
  • Lave o mofo em superfícies rígidas com detergente e água, e seque completamente. Os materiais absorventes (como telhas, papel de parede e tapete) que se tornam mofados podem ter que ser substituídos.

Como o mofo afeta as pessoas?
O mofo geralmente não é um problema dentro de casa, a menos que os esporos de mofo cresçam em um local úmido e comecem a se proliferar. Os mofos têm o potencial de causar problemas de saúde. Produzem alérgenos (substâncias que podem causar reações alérgicas) e irritantes. Inalar ou tocar em esporos de mofo ou mofo pode causar reações alérgicas em indivíduos sensíveis. As respostas alérgicas incluem sintomas como febre, espirros, corrimento nasal, olhos vermelhos e erupções cutâneas.

Reações alérgicas ao mofo são comuns. E podem ser imediatas ou postergadas. Os mofos também podem causar crises de asma em asmáticos alérgicos ao mofo. Além disso, a exposição ao mofo pode irritar os olhos, a pele, o nariz, a garganta e os pulmões de pessoas alérgicas ou não a mofo. Sintomas diferentes de alergia e irritação não são comumente relatados como resultado da inalação de mofo. A pesquisa sobre os efeitos do mofo e da à saúde está em andamento.
As informações acima não descrevem todos os efeitos potenciais para a saúde relacionados à exposição ao mofo. Para obter informações mais detalhadas, consulte um profissional de saúde ou seu departamento de saúde estadual  ou local.

 

Asma e Mofo

O mofo podem desencadear episódios de asma em indivíduos asmáticos sensíveis. Pessoas com asma devem evitar contato ou exposição a mofos. Tenha mais informações com a Associação Brasileira de Asmáticos. http://www.abrasaopaulo.org/

 

Remediação de mofo
Se você já possui um problema de mofo – ATUE RAPIDAMENTE. O mofo danifica onde cresce. Quanto mais cresce, mais danos pode causar.

Janela com vazamento – o mofo está começando a apodrecer a madeira.

Quem deve fazer a limpeza depende de uma série de fatores. Uma consideração a extensão da área com mofo. Se a área de mofo for inferior a cerca de 1 metro quadrado, na maioria dos casos, você pode lidar com o trabalho sozinho, siga as Dicas e Técnicas de remediação de Mofos. Contudo:
Se houve muitos danos causados ​​pela água, e / ou o crescimento do mofo abrange mais de 1 metro quadrado, consulte o Guia da EPA sobre “Remediação de Mofos em Escolas e Edifícios Comerciais. https://www.epa.gov/mold/mold-remediation-schools-and-commercial-buildings-guide Embora focado em escolas e edifícios comerciais, este documento é aplicável a outros tipos de construção.
Se você optar por contratar um profissional para fazer a limpeza, certifique-se de que o prestador tenha experiência na remediação de mofo. Verifique as referências e peça ao prestador que siga as recomendações do Guia da EPA sobre Remediação de Mofos em Escolas e Edifícios Comerciais ou smiliar ou outras diretrizes de organizações profissionais ou governamentais.
Se você suspeita que o sistema de aquecimento / ventilação / ar condicionado (AVAC) pode estar contaminado com mofo, consulte a NBR 15.848 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Não acione o sistema AVAC se você sabe ou suspeita que está contaminado com mofo – pode espalhar o mofo em todo o edifício.
Se o dano causado pela água e / ou mofo foi causado por esgoto ou água contaminada, então ligue para um profissional que tenha experiência em limpar e consertar edifícios danificados por água contaminada.
Se você tiver problemas de saúde, consulte um profissional de saúde antes de começar a limpeza.

Dicas e Técnicas de remediação de Mofos
As dicas e técnicas apresentadas nesta seção ajudarão você a remediar o problema de mofo. Os profissionais de limpeza ou remediadores podem usar métodos não abrangidos nesta publicação, desde que sejam comprovadamente eficientes. Observe que o mofo pode causar descoloração e manchas nas superfícies. Pode não ser possível limpar um item para que sua aparência original seja restaurada.
Corrija vazamentos de encanamentos e outros problemas de água o mais rápidamente possível. Seque todos os itens completamente.
Retire o mofo das superfícies duras, esfregando com detergente e água, e seque completamente.
Materiais absorventes ou porosos, como papel de parede e tapete, podem ter que ser jogados fora se ficarem mofados. O mofo pode crescer ou preencher os espaços vazios e fissuras de materiais porosos, de modo que pode ser difícil ou impossível removê-lo completamente.
Evite se expor ou outros aos esporos de mofo.

Mofo oculto
Não pinte nem cubra superfícies mofadas. Limpe o mofo e seque as superfícies antes de pintar. A tinta aplicada sobre superfícies mofadas é suscetível de descascar.
Se você não tem certeza sobre como limpar um item, ou se o item é caro ou de valor sentimental, você pode querer consultar um especialista. Especialistas em reparação de móveis, restauração, pintura, restauração e conservação de obras de arte, limpeza de tapetes e carpetes, restauração de danos causados ​​pela água e incêndio estão comumente listados na internet. Certifique-se de pedir e verificar as referências. Procure por especialistas que estão afiliados a organizações profissionais.

 

Dica para banheiro
Lugares que são frequentemente ou sempre úmidos podem ser difíceis de manter completamente livres de mofo. Se houver algum mofo no chuveiro ou em outro lugar no banheiro que costuma reaparecer, aumentar a ventilação (ligando um ventilador/exaustor ou abrindo uma janela) e limpar com mais frequência, geralmente evita que o mofo se repita ou, pelo menos, o mantém em menor quantidade.
Inundações e infiltrações – Texto pronto no item 2.4 – Limpeza após inundações e infiltrações

Teste ou amostragem de mofo
A amostragem para o mofo é necessária? Na maioria dos casos, se o crescimento do mofo estiver visível, a amostragem é desnecessária. No Brasil, dispomos da Resolução 09 de 16 de janeiro de 2003 que verifica a qualidade do ar interno em ambientes climatizados. Nesse documento existe a norma técnica 001 que descreve metodolgia, padrões e parâmetros para medição de fungos no ar. A amostragem de superfície pode ser útil para determinar se uma área foi adequadamente limpa ou remediada. A amostragem para mofo deve ser realizada por profissionais que tenham experiência específica na concepção de protocolos de amostragem de mofos, métodos de amostragem e interpretação de resultados.

 

Radônio

O radônio é um gás radioativo natural presente em todo o globo terrestre que pode ter um grande impacto na qualidade do ar interno. Ele não tem sabor, cor ou odor e a única maneira de conhecer seu nível de exposição em um ambiente é através da realização de análises. Ele advém de todo material de origem mineral, tais como materiais de construção, pedras ornamentais, esculturas, podendo estar presente inclusive na água subterrânea (oriunda de poços e lençol freático). Em um ambiente interno a principal fonte de contaminação de radônio é o solo sobre o qual o imóvel foi construído. E todo solo contém radônio! Por este motivo, ambientes localizados no subsolo ou térreo tendem a apresentar maior concentração de radônio quando comparados com ambientes localizados em andares superiores.

A via de entrada de radônio nas residências são rachaduras nas fundações, pisos e paredes, aberturas em torno de bombas de água, depósitos, drenos, fendas ao redor das tubulações, sistemas de abastecimento de água. Por este motivo todos os imóveis devem ser submetidos à testes para verificar a presença deste gás invisível. De acordo com a United States Environmental Protection Agency (USEPA), 1 em cada 15 residências nos EUA apresenta elevada concentração de radônio. De fato, quanto maior a concentração de radônio no ambiente, maior o risco para os ocupantes para desenvolvimento de câncer de pulmão.

Estudo realizado pela Conforlab na região metropolitana da cidade de São Paulo concluiu que 1 a cada 10 imóveis investigados apresentou concentração de radônio maior que o nível de segurança estipulado pela USEPA, de 4 pCi/L. O radônio é o segundo maior causador de câncer de pulmão em seres humanos, perdendo somente para o tabagismo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde o radônio é responsável por cerca de 15% dos casos de câncer de pulmão em todo o mundo e mais de 20 mil mortes todos os anos somente nos Estados Unidos. Diversos estudos epidemiológicos observaram correlação entre concentração de radônio no ambiente e o aumento da probabilidade para desenvolvimento de melanoma e tumores de cérebro.

 

Exposição ao radônio pode provocar câncer de pulmão em não fumantes e fumantes

Alguns fatos…

O câncer de pulmão mata milhares de pessoas todos os anos. O radônio é a principal causa de câncer de pulmão entre os não fumantes, segundo estimativas da USEPA.
Embora o câncer de pulmão possa ser tratado, a taxa de sobrevivência é uma das mais baixas para aqueles com câncer. A partir do momento do diagnóstico, entre 11 e 15 por cento dos pacientes terão expectativa de vida superior a cinco anos, dependendo dos fatores demográficos. Em muitos casos, câncer de pulmão pode ser prevenido através da análise de radônio nos ambientes. A análise é rápida, de baixo custo, segura e pode salvar milhares de vidas.

 

Legionella

A bactéria Legionella pode ser encontrada em todo o mundo, principalmente em ambientes aquáticos e úmidos (por exemplo, lagos, rios, águas subterrâneas e solo). Legionella pode impactar negativamente a saúde pública. O CDC – Center for Disease Control and Prevention estima que 8.000 a 18.000 pessoas são hospitalizadas com doença dos legionários a cada ano nos EUA.

Onde encontrar Legionella?
As bactérias Legionella são encontradas naturalmente no meio ambiente em todo o mundo, geralmente em ambientes aquáticos. As bactérias também ocorrem em sistemas de distribuição e encanamento hidrosanitários.

 

Como as pessoas estão expostas a Legionella?
As pessoas estão expostas a Legionella quando inalam gotículas de água contendo a bactéria.
Legionella pode crescer em sistemas de água encanada de:

  • grandes edifícios (que consistem em aquecedores de água quente, reservatórios e tubulações)
  • torres de resfriamento
  • fontes decorativas
  • banheiras quentes

 

Quais são os efeitos para a saúde decorrentes da exposição a Legionella?
A legionelose é uma doença respiratória causada pela bactéria Legionella. Às vezes, a bactéria infecta os pulmões e pode causar uma pneumonia grave chamada doença do legionário. A bactéria também pode causar uma infecção menos grave que parece um caso leve da gripe chamado Febre de Pontiac. Para mais informações, visite: http://www.cdc.gov/legionella/about/index.html.

Quem pode obter a doença dos legionários?
A maioria das pessoas saudáveis ​​não se infecta com Legionella após a exposição. Pessoas com maior risco de ficar doentes são:

  • pessoas com 50 anos ou mais
  • fumantes ou ex-fumantes
  • pessoas com doença pulmonar crônica (como doença pulmonar obstrutiva crônica ou enfisema)
  • pessoas com um sistema imunológico enfraquecido de doenças como câncer, diabetes ou insuficiência renal

Qual procedimento correto para avaliar minha casa ou empresa para o risco de Legionella.
O correto é chamar um profissional avaliador de risco de Legionella. Ele irá identificar as possíveis fontes de contaminação, definir estartégias de controle e amostragem, além do plano de ação em caso de presença da bactéria no sistema de água.
Está previsto para ser publicada pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, uma norma técnica sobre Avalaição de risco de Legionella em edificações.

E se minha casa for testada para Legionella na água potável e o teste for positivo?
Consulte com um profissional avaliador de risco para Legionella.
Quem pode fazer laudo de análise de Legionella?
Laboratórios acreditados na norma de qualidade ISO/ IEC 17.025, acreditados pela ANVISA ou INMETRO – www.inmetro.gov.br/laboratorios/rble/  são os mais indicados. Ou ainda laboratórios acreditados no programa ELITE do CDC. https://wwwn.cdc.gov/elite/Public/MemberList.aspx

Saiba Mais sobre Legionella
Foi publicado um livro em portugues e inglês com diversos profissionais especialistas no tema Legionella, cada um em uma área de atuação diferente, levando informação ao publico sobre a bactéria.
O download gratuito, pode ser obtido no site www.legionellaespecialistas.com.br/