
O preço do cobre vem atingindo uma série de máximas históricas desde outubro. Essa elevação é motivada tanto por fatores conjunturais recentes quanto estruturais, destacando-se:
Fatores Conjunturais
• Interrupções de produção em fontes importantes, especialmente na Indonésia e no Chile.
• Temores em relação à política de comércio exterior do governo Trump, o que levou a um aumento das compras pelo mercado americano, elevando, assim, os estoques.
Fatores Estruturais
• Demanda em elevação devido à sua ampla gama de aplicações: construção, energia e tecnologia.
• Projeções apontam para um uso ainda mais intenso no futuro, em parte por conta de sua utilização em data centers, que demandam grandes volumes desse insumo.
• Geopolítica mais complexa, levando países a ampliar seus estoques de cobre.
A grande maioria dos analistas acredita que, mesmo com essas mudanças estruturais em curso, o preço atual encontra-se acima do patamar esperado, que seria em torno de US$ 11 mil a tonelada.
No setor AVACR, esse insumo é fundamental e está presente em quase todas as operações, o que pode aumentar ainda mais os custos das empresas e reduzir parte dos resultados previstos. Pesquisas preliminares da ABRAVA indicam uma expectativa de crescimento do faturamento médio em 2026 superior a 10% para o setor. Porém, o mesmo estudo mostra que o custo de produção vem crescendo, em média, 7,5%.
Em resumo, o setor AVACR vive um período de alta demanda e crescimento do faturamento, embora enfrente também um aumento acelerado nos custos de produção. A taxa de câmbio será um elemento crucial em 2026, pois influencia diretamente os preços do cobre e de outros insumos relevantes. Diante das atuais incertezas geopolíticas e do calendário eleitoral deste ano, é provável que haja flutuações cambiais que poderão adicionar instabilidade ao setor.

Fonte de Dados: Investing.com
Elaboração: Departamento de Economia da ABRAVA.

