O ideal é a execução por um agente independente

A quem cabe o balanceamento da instalação: ao próprio instalador, diretamente ou através de uma subcontratada, ou a uma empresa independente contratada pelo empreendedor? Por outro lado, o balanceamento do sistema é acompanhado dos respectivos testes e ajustes? Em suma, o que é o TAB, para que serve, como deve ser feito e qual o seu alcance?

Segundo Leonilton Tomaz Cleto, consultor da Yawatz Engenharia e vice-presidente de eficiência energética da Abrava, “a principal razão pela realização exclusiva do balanceamento, em alguns casos, pequenos ajustes, e, raramente, algum teste, é a falta de conhecimento generalizada sobre o escopo e a importância do TAB total.

Normalmente esse desvio se inicia no projeto. Em um projeto sem comissionamento na fase de projeto não há especificação adequada para o TAB, que deveria ser escopo do comissionamento no projeto. Basta ver a grande maioria dos memoriais descritivos dos projetos onde é solicitado tudo, mas não é especificado nada. Ou seja, o projetista pede que tudo seja testado, mas não especifica procedimentos de teste, normas de teste aplicáveis – às vezes solicitam testes de campo com normas de teste em fábrica -, instrumentação de teste e requisitos de aceitação.

Além disso, muitas vezes o projeto do sistema não permite que os equipamentos sejam testados em campo porque não é possível instalar adequadamente a instrumentação de teste, por falta de espaço ou falta de componentes necessários na instalação para o teste. Tudo isso é escopo do comissionamento, que deveria gerar desde a fase de projeto, ou na concepção, o plano de comissionamento”.

Para Tomaz Cleto, o cliente é o maior desconhecedor do valor do TAB e sua abrangência. Depois, o instalador tem que orçar o mais barato para poder vender. “Muitas empresas de TAB surgiram no mercado apenas com o know-how do balanceamento. Muitos testes se resumem a leituras de dados de operação dos equipamentos em funcionamento. Enquanto o cliente não entender que o processo de comissionamento deve ser iniciado na fase de concepção ou no projeto básico, o TAB e o próprio processo de comissionamento não terão um papel relevante na qualificação de um sistema de ar condicionado”, completa.

Em relação ao assunto, Wili Hoffmann, atual presidente do Chapter Brasil da Ashrae, cita, como exemplo, os sistemas termodinâmicos. “Os fluxos de calor, necessários para manter sob controle as condições internas dos ambientes, se dão pelas vazões de fluidos, normalmente água e ar. O balanceamento consiste em se ajustar os dispositivos para que a distribuição se dê de forma equilibrada para uma determinada condição de carga da instalação, normalmente a plena carga. Não podemos, portanto, confundir o balanceamento com a função do sistema de controle, que tem a finalidade de manter as condições desejadas com cargas parciais. Ou seja, ajusta automaticamente as vazões para que a variável de controle fique na faixa desejada. Entende-se que a automação é a forma de integrar os diversos laços de controle para que se ajustem automaticamente para condições de cargas parciais de uma determinada instalação”.

Leia a matéria na íntegra clicando AQUI.