
Da mesma forma que os carros flex e a migração do carburador para a injeção eletrônica revolucionaram a reparação automotiva, carros híbridos e elétricos, somados à troca do R-134a pelo R-1234yf como fluido refrigerante, está mudando o perfil do ar-condicionado automotivo.
Em momentos efervescentes assim, costuma crescer o número de empreendedores dispostos a pegar carona na maré favorável dos negócios, o que não deve ser confundido com baixar a guarda diante de armadilhas frequentes em todo começo de uma nova empreitada.
Habituado a atender prestadoras de serviços do setor automotivo no ABC paulista, o consultor Inge Neto, do Sebrae, participou de um workshop sobre os novos tempos da climatização de veículos, realizada na sede da ABRAVA no último sábado, e fez advertências como esta, logo após o evento, à reportagem do EDUCAFRIO.
Para ele, os acontecimentos recentes e os que já se avizinham na área fazem parte de um processo evolutivo em curso nas últimas duas décadas, resultando em mais qualidade, segurança, conforto e preservação ambiental.
Equilíbrio
A primeira consideração a ser feita, segundo Inge, é que o melhor dos profissionais em sua especialidade nem sempre está preparando para tocar um negócio, fator predominante da morte prematura de empreendimentos que, aparentemente, teriam tudo para dar certo.
Um erro bastante comum, por exemplo, é investir em equipamentos e tudo mais que uma oficina necessite para trabalhar com a tecnologia de ponta hoje tão necessária, mas se esquecendo que o capital de giro será imprescindível, inclusive porque ainda vai-se formar uma clientela.
”Muitas vezes o empresário se endivida demais, seja no início, seja ao expandir as atividades, sem fazer as projeções necessárias, o que torna recomendável cultivar o hábito de fazer contas”, explica.
Uma alternativa interessante para evitar o pior é a busca de empréstimo com juros menores para as micro e pequenas empresas, tendo em vista as linhas oferecidas pelos bancos oficiais.
Além da Caixa e do Banco do Brasil, na esfera federal, no âmbito estadual há opções como o Desenvolve São Paulo e o Banco do Povo Paulista, que operam com créditos subsidiados.
“Por exemplo, tem uma linha, em parceria com o Sebrae, a partir de 0,35% ao mês, inclusive para os MEI”, acentua Inge.
O especialista conclui repassando o trajeto mais indicado para quem pretenda abrir sua oficina e aproveitar as boas perspectivas existentes no campo do ar-condicionado automotivo.
“Você tem que levar em conta as possibilidades que o mundo te dá para começar bem o negócio, sob os aspectos financeiro, know-how – obtido com muito estudo -, indo atrás e planejando. mas sem deixar este planejamento na gaveta, mas sim o monitorando passo a passo”, conclui
por Wagner Fonseca – Educafrio

