Prédios adotam sistema inovador de refrigeração

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Prédios públicos e privados adotam novos sistemas de iluminação e refrigeração para racionalizar o uso de energia. A ideia é potencializar ao máximo o uso da força, com redução de custo e menor consumo. Graças à adoção das novas tecnologias, a conta mensal de energia pode ficar até 50% mais baixa.


Segundo Marcos Casado, gerente técnico do Green Building Council (GBC-Brasil), organização que fomenta a indústria de construções sustentáveis, os novos sistemas de iluminação em prédios inteligentes são baseados nas lâmpadas LED (diodo emissor de luz). Em relação à refrigeração, o destaque ainda são as unidades Variable Refrigerant Flow (VRF), que consomem menos energia que os similares convencionais. Os equipamentos VRF adaptam a carga disponível de acordo com a demanda.


Segundo Casado, a geração local de energia com fontes renováveis está crescendo, com a ajuda de pequenos geradores eólicos em áreas urbanas, da energia fotovoltáica e de biomassa. Falta uma maior disseminação desses conceitos na sociedade e incentivos do governo.


A aplicação de estratégias de redução de consumo de energia pode facilitar a obtenção da certificação internacional Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), do GBC. De 2007 até junho de 2012, o Brasil registra 61 empreendimentos certificados. Hoje, há 497 unidades em processo de certificação. As tecnologias observadas pelos certificadores são ligadas ao aquecimento solar, painéis fotovoltáicos e ventilação natural. Para Casado, a adoção dessas facilidades pode gerar um aumento no custo de construção de 1% a 7%, mas possibilita uma redução de até 9% nas despesas operacionais do empreendimento.


Este ano, o centro de distribuição da Case New Holland (CNH), em Sorocaba (SP), recebeu a certificação LEED por conta de sistemas mais econômicos de iluminação e refrigeração. A economia de energia com as novas tecnologias em comparação a um prédio comum é de cerca de 49%. Vamos poupar cerca de R$ 410 mil ao ano, diz José Manis, diretor de operações de peças da CNH América Latina.

 

Segundo Carlos Ferrari, sócio do escritório Negrão, Ferrari & Bumlai Chodraui Advogados, os imóveis que conseguem certificações de eficiência são mais valorizados, com um preço de locação de 5% a 10% maior do que uma unidade padrão.

 

No Rio Grande do Sul, a construtora Rossi lançou um empreendimento de 400 residências com aquecimento solar para a água e piscina. Para reduzir o consumo de energia, foi priorizada a ventilação cruzada entre as unidades, que diminui o uso do ar condicionado, diz Gustavo Kosnitzer, diretor da Rossi.

Em Recife, o edifício de 20 pavimentos usado pelo parque tecnológico Porto Digital vai ganhar um sistema de refrigeração baseado em VRF. A Companhia Energética de Pernambuco deve investir mais de R$ 2 milhões na mudança e a previsão é que sejam economizados 570 MWh ao ano em energia ou 15% da conta de luz, ao mês.

 

Fonte: Valor Econômico / Jacilio Saraiva